O deputado estadual Faissal Calil voltou a negar qualquer participação em um suposto esquema de venda de sentenças investigado pela Polícia Federal e afirmou que sua atuação nos casos citados pela investigação ocorreu exclusivamente no exercício regular da advocacia agrária.
Segundo o parlamentar, as atividades mencionadas nos autos estão relacionadas a demandas jurídicas legítimas envolvendo conflitos fundiários e acompanhamento processual de clientes, sem qualquer prática ilícita ou interferência indevida em decisões judiciais. A defesa sustenta que conversas, contatos profissionais e relações institucionais foram interpretados de forma equivocada pelos investigadores.
Faissal argumenta que sua experiência profissional na área agrária explica sua participação em diversos processos relacionados ao setor, destacando que sua atuação sempre ocorreu dentro dos limites da lei e das prerrogativas da advocacia. O deputado também afirma que não recebeu vantagens indevidas nem possui movimentações financeiras incompatíveis com sua atividade profissional.
Em manifestações públicas após a deflagração da Operação Gemini, o parlamentar reiterou sua tranquilidade diante das investigações e declarou confiar que o aprofundamento da apuração esclarecerá os fatos. Segundo ele, a única medida cumprida diretamente em seu desfavor foi a apreensão de seu aparelho celular, que foi entregue às autoridades para análise.
A defesa ressalta ainda que a própria decisão judicial, conforme divulgado por seus advogados, não apontaria recebimento de vantagem indevida, enriquecimento ilícito, ocultação patrimonial ou participação comprovada em operações de lavagem de dinheiro atribuídas ao deputado. Por esse motivo, os advogados afirmam que aguardam o avanço das investigações para demonstrar a inexistência de envolvimento de Faissal nos fatos apurados.
O parlamentar também reforça que respeita o trabalho das instituições de controle e investigação e que permanecerá à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários. Enquanto a apuração segue em andamento, Faissal sustenta que sua inclusão no inquérito decorre de interpretações equivocadas sobre sua atuação profissional e reitera sua confiança na Justiça para o completo esclarecimento do caso.



























