Antes de se tornar município, Peixoto de Azevedo já carregava uma história marcada por movimento, coragem e transformação. O nome da cidade veio do Rio Peixoto de Azevedo, que recebeu essa denominação em homenagem ao tenente de milícias Antônio Peixoto de Azevedo, responsável por uma expedição realizada no ano de 1819 pela região.
Por muitos anos, a região permaneceu praticamente intocada. A mudança começou a ganhar força na década de 1970, com a abertura da rodovia Cuiabá-Santarém, a atual BR-163, pelo 9º Batalhão de Engenharia e Construção. A estrada foi um dos pontos decisivos para a ocupação e crescimento da região.
Mas foi em 1979 que Peixoto de Azevedo entrou de vez no mapa. A descoberta de grandes quantidades de ouro atraiu milhares de pessoas de várias regiões do Brasil, principalmente do Norte e Nordeste, em busca do chamado “bamburro”, como era conhecido o enriquecimento rápido no garimpo.
A movimentação foi tão intensa que, segundo os registros históricos do município, os garimpos de Peixoto chegaram a produzir mais de 1.000 quilos de ouro por mês. Na década de 1980 e início dos anos 1990, Peixoto de Azevedo teria sido responsável por cerca de 10% da produção nacional de ouro.
Foi nesse cenário que o povoado começou a se formar onde hoje está a Rua do Comércio. A região cresceu rapidamente, chegou a reunir uma população estimada em mais de 90 mil habitantes na época e passou a exigir organização urbana, fundiária e administrativa.
A luta pela emancipação também faz parte dessa trajetória. Primeiro, Peixoto foi elevado à condição de distrito, vinculado a Colíder, em 16 de dezembro de 1981. A instalação oficial do distrito aconteceu em 15 de fevereiro de 1982. Poucos anos depois, em 13 de maio de 1986, veio a emancipação política e administrativa.
A implantação oficial do município ocorreu em 1º de janeiro de 1987, com a posse do primeiro prefeito, Leonísio Lemos Melo Júnior, junto com a primeira Câmara de Vereadores eleita.
Hoje, ao olhar para Peixoto de Azevedo, é possível enxergar uma cidade construída por diferentes fases: a expedição, a estrada, o garimpo, a chegada de famílias, o crescimento urbano e a luta pela independência política. Cada rua, cada bairro e cada espaço público carrega um pedaço dessa história.
Mais do que uma curiosidade, essa trajetória ajuda a entender a força de um município que nasceu da coragem de quem chegou, trabalhou, enfrentou dificuldades e ajudou a transformar uma região bruta em cidade.





























