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Saiba quando e por que realizar o controle estratégico de carrapatos na pecuária

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Já é de conhecimento geral que o carrapato bovino causa significativos prejuízos econômicos à cadeia produtiva, no entanto, ainda é predominante entre os criadores o controle do ectoparasito somente quando o gado já está visivelmente infestado. Nessa etapa, muitos danos já foram causados, desvalorizando o produto e impactando o bem-estar do rebanho. A soma dos prejuízos anuais à pecuária brasileira, incluindo tanto os danos diretos quanto os custos para controle, tem sido estimada em bilhões de dólares (GRISI et al., 2002).

Nesse cenário de controle de carrapatos, o produtor tem dois caminhos: optar pelo controle estratégico, que segue um planejamento prévio, baseado em informações científicas locais e características específicas da propriedade, ou pelo controle paliativo, este quando os animais já estão com a infestação elevada e o produtor decide por conta própria quando tratá-lo. O Prof. Dr. Welber Daniel Zanetti Lopes, médico-veterinário e docente da Universidade Federal de Goiás, pontua que o controle estratégico deve ser o caminho prioritário, já que a ideia é não deixar que muitas teleóginas, a fêmea do carrapato, completem seu ciclo de vida.

“Quando nos encontramos na ‘estação do carrapato’, que inicia entre setembro e outubro e segue até meados de julho, dependendo da região, e realizamos o tratamento estratégico, é possível manter níveis de infestação mais baixos nos animais, pois o protocolo previamente realizado não permite que teleóginas completem seu ciclo de vida”, orienta o Prof. Dr. Welber.

O controle estratégico, então, deve ter início na estação chuvosa, quando é possível ver os primeiros carrapatos nos animais. Depois, esse controle vai depender da região, por exemplo, nos estados da Região Sul e demais regiões do país com grandes altitudes (clima temperado), podem ocorrer até três gerações anuais do carrapato, então é preciso tratar até a segunda geração; nas regiões que têm até cinco gerações, é preciso tratar até a quarta, que costuma ser até maio. “Ou seja, esses retratamentos têm que acontecer de modo que o produtor não consiga visualizar muitas teleóginas. Se ainda tiverem muitas, todo o serviço do controle estratégico vai por água abaixo, porque essas teleóginas vão cair no ambiente e correm o risco de fazer a explosão parasitária. Assim, todo o processo precisa ser muito bem executado, do controle aos retratamentos”, completa Prof. Dr. Welber.

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Há dados, principalmente de estudos feitos em gado de corte, que, quando mantém os níveis de infestação mais baixos, o animal responde mais em termos de ganho de peso. “Estudos mostram que é possível ter em torno de 20kg a mais nesses animais estrategicamente tratados”, diz o Prof. Dr. Welber. Assim, com a execução adequada do controle estratégico e dos retratamentos, os produtores vão interrompendo o ciclo de vida dos ectoparasitos, impedindo a explosão parasitária e, consequentemente, permitindo mais ganho de peso dos animais.

Já quando é feito o tratamento paliativo, que ocorre quando se visualiza grande quantidade de teleóginas nos bovinos, o ciclo não é cortado. Dessa forma, no momento da ação já terão teleóginas desprendendo, caindo no solo e dando continuidade ao ciclo de vida. O Prof. Dr. ainda explica que: “No esquema de tratamento desse tipo, a critério do produtor, corre-se o risco de que, ao chegar por volta dos meses de abril, maio, junho e julho, haverá uma explosão parasitária, ou seja, os animais estarão muito infestados. E isso acontece porque é consequência de um efeito somatório do número de carrapatos que foram se criando desde setembro/ outubro, quando o ciclo não foi interrompido. Então, matematicamente, você vai ter mais carrapatos nesse final da ‘estação de carrapato’, dificultando a ação de medicamentos, devido ao desafio estar elevado”, detalha.

Por isso, é necessário que se estabeleça na pecuária a prática do controle estratégico. O médico-veterinário Daniel Rodrigues, gerente técnico da unidade de negócios de Ruminantes da MSD Saúde Animal, orienta que o controle de carrapatos deve ser regionalizado, considerando a dinâmica populacional do ectoparasito em cada localidade e as condições climáticas e ambientais que vão interferir em seu ciclo. “É preciso um olhar individualizado para os rebanhos, pois não existe uma fórmula única, mas existem caminhos para otimizar a saúde e o bem-estar dos animais e, consequentemente, a produtividade e a qualidade do produto, com menos custo e menos impacto ao ambiente”, afirma.

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Tratamento inédito

Parte do sucesso desse controle está na definição do produto a ser utilizado. Em 2022, os produtores passaram a ter acesso a uma solução inédita com a molécula Fluralaner para o controle de parasitas externos. A primeira isoxazolina aprovada para uso em bovinos, com aplicação via pour-on. Experimentos realizados apontaram eficácia de 100% nas semanas seguintes ao início do tratamento.

Em estudos de campo, realizados em três diferentes regiões do Brasil, os resultados da formulação demonstraram que é uma ferramenta revolucionária no combate ao carrapato Rhipicephalus microplus, promovendo uma limpeza completa dos bovinos entre o terceiro e sétimo dia pós-tratamento. Com três aplicações, o pecuarista consegue passar a primeira e a segunda geração com ausência de carrapato nos animais, e com intervalo de tempo entre as aplicações superior ao encontrado com os tratamentos tradicionais, o que possibilita a essa ferramenta driblar a resistência parasitária e trazer ao pecuarista a possibilidade de ganhos em países tropicais.

“O parasiticida exclusivo para bovinos, o Exzolt 5%, proporciona alta eficácia contra carrapato, moscas-dos-chifres, bernes e bicheira. É um produto de ação rápida que permite a elaboração de programa de controle estratégico que limpa o animal e reduz a infestação nas pastagens, com resultados sem precedentes na pecuária. É uma solução que impacta também a redução do manejo dos animais e melhora o planejamento do trabalho da equipe da fazenda”, diz Daniel.

carrapato-msd

Tratamento com Exzolt 5% 

Fonte: MSD Saúde Animal

Fonte: Portal do Agronegócio

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