Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Preços internacionais do açúcar despencam em abril diante do aumento da oferta

publicidade

As cotações internacionais do açúcar sofreram uma queda acentuada em abril, refletindo a abundância de oferta no mercado. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos de açúcar bruto com entrega em julho fecharam a sessão de 30 de abril a 19,41 centavos de dólar por libra-peso, uma redução significativa em relação aos 22,15 centavos registrados em 28 de março. Essa queda de 12,3% é um indicativo claro de que as previsões para uma safra recorde no Brasil e a maior produção em países asiáticos têm enfraquecido o mercado futuro.

Em abril, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou sua primeira estimativa para a safra de cana-de-açúcar 2024/25, projetando que o Brasil deve produzir 685,86 milhões de toneladas, um recuo de 3,8% em relação à safra anterior. Esse declínio na produção está relacionado a baixos índices de chuvas e altas temperaturas na Região Centro-Sul, resultando em uma queda de 7,6% na produtividade, para 79.079 quilos por hectare.

Embora a safra de cana-de-açúcar esteja em queda, a área de colheita aumentou 4,1%, passando de 8,33 milhões para 8,67 milhões de hectares. Esse crescimento se deve ao aumento de áreas em expansão e renovação. A colheita na Região Centro-Sul já começou, com previsão de intensificação a partir de maio.

Leia Também:  Produção de azeite de oliva recua em 2025, mas setor prevê retomada no próximo ciclo

Apesar da queda na safra de cana, a produção de açúcar é projetada para alcançar 46,29 milhões de toneladas, um aumento de 1,3% em relação à safra anterior, estabelecendo um novo recorde histórico. A Conab destaca que, com exceção da Região Norte, e dos estados de Mato Grosso e São Paulo, houve um maior direcionamento da cana para a produção de açúcar em vez de etanol, reforçando o crescimento na produção do adoçante.

O enfraquecimento nas cotações internacionais é resultado direto desse cenário de oferta robusta, que supera as expectativas iniciais, tanto do Brasil quanto de países asiáticos. Com a safra brasileira atingindo recordes e a produção asiática também aumentando, a pressão sobre os preços do açúcar deve continuar, criando um ambiente desafiador para os produtores que esperavam uma recuperação nos valores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade