O candidato a deputado federal Carlos Dorilêo Jr. (Novo) defendeu uma revisão das estratégias de segurança pública de Mato Grosso após o vereador Wesley Cláudio (Novo) e sua família serem mantidos reféns e agredidos durante um assalto dentro de casa, em Rondonópolis, na madrugada desta segunda-feira (28).
O crime chamou atenção pela violência. Segundo informações do boletim de ocorrência divulgadas pela imprensa, criminosos armados invadiram a residência e mantiveram Wesley, a esposa e os dois filhos, de 18 e 9 anos, sob domínio por horas.
O vereador foi agredido e teve parte da orelha cortada. A esposa e os filhos também sofreram agressões e ameaças. Enquanto mantinham a família rendida, os criminosos reviraram a residência em busca de dinheiro e objetos de valor. Cerca de R$ 42 mil, celulares, joias e o veículo da família foram levados.
Outro ponto que está sob investigação é a possível participação de mais pessoas no crime. Conforme os relatos sobre o boletim de ocorrência, durante a ação houve uma chamada de vídeo com outros indivíduos e um deles teria dado orientações aos invasores. A Polícia Civil investiga o caso e busca identificar todos os envolvidos.
Dorilêo manifestou solidariedade ao vereador e à família e afirmou que a gravidade do episódio também deve provocar uma discussão sobre as estratégias de enfrentamento ao crime organizado e violento em Mato Grosso.
“Minha solidariedade ao Wesley, à esposa e principalmente aos filhos, que foram submetidos a uma violência que nenhuma família deveria experimentar. Agora esperamos uma investigação rigorosa, a identificação de todos os envolvidos e a responsabilização dos criminosos”, afirmou.
Como atuou por oito anos na corporação, Dorilêo defende que o Estado reavalie permanentemente sua política de segurança, principalmente nas áreas de inteligência, prevenção, tecnologia e integração entre Polícia Militar e Polícia Civil.
“Quando existe indício de planejamento, monitoramento de vítima e participação de outras pessoas à distância, precisamos olhar também para inteligência e investigação. Não basta agir depois que o crime aconteceu. Precisamos trabalhar para antecipar, desarticular e impedir a atuação dessas organizações”, disse.
Para Dorilêo, a discussão também passa pela valorização e estrutura oferecida aos profissionais.
“Eu fui policial militar e conheço a realidade de quem está na ponta. Precisamos dar efetivo, tecnologia, inteligência, estrutura e respaldo para quem enfrenta o crime todos os dias. Segurança pública não pode ser apenas reação. Tem que ser prevenção, inteligência e presença do Estado.”
Dorilêo acrescentou que o episódio de Rondonópolis não deve ser usado isoladamente para medir toda a segurança pública estadual, mas considera que casos dessa gravidade precisam provocar avaliação das estratégias adotadas.
“Precisamos rever a política de segurança pública do Estado onde for necessário, identificar vulnerabilidades e aprimorar aquilo que funciona. O objetivo precisa ser um só: garantir que o cidadão possa estar seguro na rua, no trabalho e, principalmente, dentro da própria casa”, concluiu.




























