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O produtor brasileiro também precisa ser empresário?

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O agronegócio tomou grandes proporções nas últimas três décadas. Multiplicando por 3,55 vezes a sua produção, saindo de 68,3 Tons, em 1993, para 310,2 Tons em 2023, o setor expandiu suas áreas e melhorou a produtividade por hectare.

No caso particular dos produtores, o cenário de gerir o negócio fica ainda mais complexo pelo fato de que o preço do seu produto não é definido por ele, mas sim por uma conjuntura global, a tradicional lei de oferta e demanda e, ainda, a sazonalidade do negócio força o agroprodutor a tomar decisões de investimento com muitos meses de antecedência, inserindo assim no seu negócio, o risco de que o preço da cultura reduza, contudo, trazendo prejuízos para ele.

Além disso, o produtor deve contar com outro personagem no seu negócio, o clima. Esperar pelas chuvas chegando no momento certo para a correta reprodução das culturas é a chave. No último momento chegam às decisões financeiras e gestão/comercialização da safra para tirar o máximo de rentabilidade do negócio.

Todo produtor é por natureza um empresário, coloca o seu capital e trabalho a risco e enfrenta desafios diversos todos os anos. É por isso que muitas vezes os produtores se apoiam em terceiros na hora de tomar uma decisão.

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Pela natureza do negócio, todo produtor fica exposto às volatilidades do mercado de commodities que, ao final do dia, precificam a mercadoria que ele produz. Porém existem diversas ferramentas e metodologias através das quais o produtor consegue gerir o seu negócio otimizando a relação de risco retorno.

Focando especificamente na comercialização, formações em finanças, economia e mercados contribuem para aprender o funcionamento das variáveis que afetam o agronegócio e as ferramentas que podem ser utilizadas para minimizar riscos.

Por fim, é fundamental que a mentalidade do produtor brasileiro esteja cada vez mais atrelada ao negócio; pois, sim, o produtor brasileiro precisa ser um empresário, e toda a gestão é uma responsabilidade vital que não pode ser colocada em segundo plano.

Enrico Manzi é country manager da Biond Agro

Fonte: Agência Contatto

Fonte: Portal do Agronegócio

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