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Mercado Brasileiro de Trigo Permanece Estável enquanto Agentes Monitoram Rússia e Argentina

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As transações comerciais continuam em ritmo lento, com o foco voltado especialmente para a Argentina. A paridade de importação é considerada como referência, e os preços praticados no país vizinho estão acima dos registrados no Brasil. O analista Elcio Bento, da Safras & Mercado, destaca que a qualidade do grão argentino é superior.

Tendências Internacionais

Em meio à inércia doméstica, os participantes do mercado estão atentos aos acontecimentos internacionais. A Rússia emerge como um dos principais influenciadores das cotações globais, possivelmente exercendo até mais impacto do que os Estados Unidos, conforme observado por Bento.

Ele explica que desde agosto de 2022, a Rússia tem desencadeado uma queda nos preços mundiais com suas colheitas recordes. As exportações russas ultrapassam em duas vezes as do Canadá, o segundo maior fornecedor global. A necessidade de financiamento da guerra impõe à Rússia a urgência de escoar 16 milhões de toneladas no último quadrimestre do ano comercial, um número semelhante ao do ano anterior, exercendo assim pressão baixista sobre as cotações.

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Sinais de Estabilidade

O analista aponta que a tendência de queda observada nos últimos meses sugere uma estabilização, especialmente após o trigo russo atingir US$ 200 por tonelada. “Isso pode indicar que a Rússia encontrou um ponto de suporte”, afirmou.

Competitividade do Trigo Russo no Mercado Brasileiro

Surpreendentemente, o preço do trigo russo no Nordeste brasileiro agora rivaliza com o argentino, conforme destaca o especialista. “Eu anteriormente não esperava que o trigo russo fosse competitivo no mercado brasileiro, mas a realidade me contradisse”, ponderou.

Destaque para a Argentina

Num contexto mais próximo, a Argentina, principal fornecedora de trigo para o Brasil, continua sendo a principal opção para os moinhos brasileiros. Com uma oferta maior neste ano, a Argentina precisa adotar uma postura mais agressiva nas exportações para escoar sua produção. Isso tem levado outros países a aumentarem suas compras do produto argentino. “Devemos acompanhar essa situação com atenção. Se a demanda internacional pela Argentina aumentar significativamente, os moinhos brasileiros precisarão buscar alternativas”, alertou o analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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