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Citricultura enfrenta crise de rentabilidade em 2026 com queda nos preços da laranja e avanço do greening

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A citricultura paulista encerra a safra 2025/26 em um ambiente de forte pressão econômica, marcado pela queda expressiva nos preços da laranja, aumento dos custos de produção e avanço do greening nos pomares.

A avaliação faz parte do Especial Citros 2026, publicado na edição de maio da revista Hortifruti Brasil, elaborada pelo Cepea, ligado à Esalq/USP.

Segundo o levantamento, a recuperação da oferta de laranja após a menor safra registrada em 37 anos na temporada anterior provocou uma rápida mudança no mercado, derrubando as cotações da fruta e reduzindo significativamente a rentabilidade do setor.

Recuperação da produção derruba preços da laranja

Após um período de forte valorização impulsionado pela quebra histórica da safra anterior, o mercado citrícola voltou a enfrentar pressão negativa sobre os preços.

Com maior disponibilidade de fruta na safra 2025/26, os estoques de suco concentrado voltaram a crescer, reduzindo a necessidade imediata de compra por parte da indústria.

Pesquisadores da equipe de Citros do Cepea destacam que a recomposição da oferta gerou uma inflexão rápida no ciclo de preços, afetando diretamente a receita dos produtores.

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Além disso, mesmo com estabilidade no volume exportado de suco de laranja, a receita cambial apresentou forte retração, reflexo da desvalorização dos preços internacionais.

Custos elevados e greening agravam cenário no campo

Enquanto os preços da laranja recuam, os custos de produção continuam subindo e ampliando a pressão financeira sobre os citricultores.

Entre os principais fatores que elevam as despesas no campo estão:

  • Alta dos insumos agrícolas
  • Pressões logísticas e geopolíticas globais
  • Avanço do HLB (greening) nos pomares
Necessidade crescente de manejo fitossanitário

O HLB, considerado a principal doença da citricultura mundial, segue exigindo investimentos elevados em monitoramento, erradicação de plantas contaminadas e controle do psilídeo transmissor.

Com isso, produtores enfrentam um cenário de margens comprimidas, diferente das últimas temporadas, quando os preços mais elevados ajudavam a compensar os custos crescentes.

Safra 2026/27 deve continuar pressionada

As perspectivas para a próxima temporada também não indicam recuperação imediata do mercado.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, a indústria inicia o ciclo 2026/27 com estoques mais elevados de suco concentrado e sem sinais concretos de valorização no curto prazo.

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O cenário exige maior cautela financeira e revisão estratégica por parte dos produtores.

A recomendação é de que os citricultores reforcem o planejamento operacional, revisem custos e avaliem cuidadosamente a sustentabilidade econômica dos projetos no médio prazo.

Setor entra em fase de maior seletividade

O novo ambiente de mercado pode acelerar um movimento de maior seletividade dentro da cadeia citrícola, favorecendo propriedades com maior eficiência operacional, produtividade elevada e melhor controle fitossanitário.

Diante da combinação entre preços menores, custos elevados e desafios sanitários, a citricultura brasileira entra em uma fase que exige gestão mais rigorosa e foco em sustentabilidade econômica para garantir competitividade nos próximos ciclos.

Revista Hortifruti Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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