O Poder Judiciário de Mato Grosso levou conscientização da campanha Agosto Lilás, sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher, a mais de 100 profissionais trabalhadores rede estadual de educação, nessa quarta-feira (20 de agosto). O evento, realizado em parceria entre a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT) e a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), buscou dar visibilidade ao tema, que mobiliza a sociedade pelo fim da violência de gênero e incentiva a informação, denúncia e prevenção de casos.
O encontro reuniu equipes psicossociais das unidades escolares de Cuiabá e Várzea Grande e trabalhadores da educação Estadual, servidores da sede e professores mediadores, no auditório da Seduc. Com o tema “Quebrando o Silêncio e Construindo Coletivamente Segurança: Conscientização Violência contra a mulher e o feminicídio”, o evento tratou de assuntos como os tipos, ciclos e sinais da violência, os impactos psicossociais e os aspectos legais e encaminhamentos.
A juíza Hanae Yamamura de Oliveira, da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher e diretora do Fórum de Cuiabá, foi uma das palestrantes da capacitação. A magistrada expôs que a violência não é só física e sexual, mas também psicológica, moral e patrimonial e atinge todas as classes sociais e idades.
“Explicamos os motivos pelos quais esse tema é tão relevante. Falamos sobre os diferentes tipos de violência, sobre a Lei Maria da Penha e os benefícios que ela trouxe às mulheres, sempre com o objetivo de informar e educar, que é também o papel do Poder Judiciário”, observou a Hanae.
Para o secretário de Educação, Allan Porto, a educação é uma ferramenta de transformação e é por meio dela que será possível construir uma sociedade menos violenta.
“O Estado tem feito sua parte no que se refere à repressão e às prisões, o que é necessário. Mas, dessa forma, estamos lidando apenas com o sintoma, quando a tragédia já aconteceu, quando uma mulher já foi morta e se tornou mais uma estatística. É por isso que tenho provocado minha equipe da gestão educacional a pensar diferente. Precisamos ser mais efetivos, mais eficazes”, apontou o secretário.
Durante o evento com os educadores, a juíza Hanae convocou as equipes escolares a participarem do concurso cultural, “A escola ensina, a mulher agrade”, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso em parceria com órgão públicos e instituições privadas.
“Reforçamos a campanha de educação nas escolas, já lançada anteriormente pelo Poder Judiciário junto às escolas municipais. Trata-se de um programa cultural que estimula estudantes das redes municipal e estadual a produzirem redações, poesias, músicas e vídeos sobre o tema da violência conta a mulher. As produções serão premiadas, como forma de incentivá-los a refletir, debater e se engajar na prevenção”, declara a magistrada, que ainda defende que a adoção de política na educação básica.
“Quando atuamos desde a infância, estamos realmente investindo na base. Esse é o caminho para, de fato, combater a violência doméstica. Acreditamos que a educação, mesmo sendo um projeto de longo prazo, é a via mais eficaz. É ela que pode formar meninos e meninas mais conscientes de seus direitos e do respeito ao próximo, para se tornarem adultos capazes de construir uma sociedade mais justa”, finalizou a juíza.
Fotos: Marco Cappelletti
Autor: Priscilla Silva
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