Os contratos futuros de açúcar fecharam a semana passada com uma queda de 6% na ICE Futures de Nova York. Esse desempenho negativo é consequência dos excelentes resultados registrados no primeiro mês da temporada 2024/25 na principal região produtora do Brasil, que é o maior produtor mundial da commodity.
De acordo com dados divulgados na semana passada pela União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), a região Centro-Sul do Brasil produziu 1,84 milhão de toneladas de açúcar na segunda quinzena de abril, um aumento de 84,25% em relação ao mesmo período do ano anterior.
“Novos dados do Brasil, que apontam para um forte início da temporada de processamento de 2024/25, estão pesando sobre os preços”, afirmou o Commerzbank em nota publicada pela Reuters.
Na última sexta-feira, o contrato de julho/24 da ICE de Nova York foi negociado a 18,13 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 20 pontos, ou 1,1%, em comparação com o dia anterior. O contrato de outubro/24 recuou 18 pontos, sendo negociado a 18,19 centavos por libra-peso. Os demais vencimentos tiveram quedas entre 3 e 18 pontos.
Londres
Na ICE Futures Europe, em Londres, a sexta-feira também registrou baixa em todos os contratos de açúcar branco. O contrato de agosto/24 foi negociado a US$ 534,70 por tonelada, uma queda de US$ 1,50 em comparação com os preços de quinta-feira. O contrato de outubro/24 também caiu US$ 1,50, sendo negociado a US$ 514,50 por tonelada. Os demais contratos recuaram entre US$ 2,70 e US$ 5,70.
Mercado Doméstico
No mercado interno, a sexta-feira também foi marcada por quedas nas cotações do açúcar cristal, conforme medido pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 137,51, contra R$ 137,84 de quinta-feira, representando uma desvalorização de 0,24% no comparativo diário. No acumulado do mês de maio, o indicador registra uma queda de 4,20%.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


























