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Bioestimulantes combinando ácidos húmicos e fúlvicos impulsionam produtividade da cana-de-açúcar

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Bioestimulantes à base de ácidos húmicos e fúlvicos estão contribuindo para aumentar a produtividade da cana-de-açúcar, segundo estudos conduzidos pelo pesquisador Chryz Serciloto, engenheiro agrônomo e doutor em fisiologia e bioquímica de plantas. A pesquisa, realizada em diferentes regiões de cultivo, revelou que a aplicação desses compostos pode resultar em ganhos de até 20 toneladas por hectare.

Serciloto, que lidera a Estação de Pesquisa e Consultoria Agrosynthesis, em Leme, São Paulo, destacou a crescente adoção dos bioestimulantes entre os produtores de cana. Atualmente, de 30% a 40% da cana plantada no Brasil recebe aplicações de bioestimulantes, refletindo uma tendência positiva no uso desses produtos para melhorar a saúde das plantas e aumentar a produtividade.

Os bioestimulantes à base de ácidos húmicos e fúlvicos atuam diretamente na rizosfera, a região do solo ao redor das raízes da cana-de-açúcar. Segundo Serciloto, essas substâncias facilitam a absorção de nutrientes, melhoram a sinergia com microrganismos do solo e estimulam o vigor do enraizamento, favorecendo o desenvolvimento da planta.

Ácidos húmicos e fúlvicos possuem propriedades únicas que os tornam especialmente eficazes para a agricultura. Ácidos húmicos, por exemplo, têm cargas negativas que aumentam a absorção de nutrientes catiônicos como cálcio, potássio, magnésio, e outros minerais essenciais como zinco, cobre, ferro e manganês. Eles também liberam fósforo, um elemento limitante para o desenvolvimento da planta. Além disso, estimulam a produção de auxina, um hormônio responsável pelo crescimento das raízes.

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Por outro lado, ácidos fúlvicos, compostos mais reativos devido ao seu menor tamanho molecular, possuem menor durabilidade no solo. Por isso, Serciloto sugere o uso de bioestimulantes que combinem um equilíbrio adequado entre ácidos húmicos e fúlvicos para obter o melhor resultado.

A fonte de ácidos húmicos e fúlvicos é um aspecto importante a ser considerado. De acordo com o pesquisador, a matéria-prima de maior qualidade para esses compostos é a leonardita, um mineral encontrado em jazidas ricas em regiões secas do Hemisfério Norte, como México, Estados Unidos, Romênia e Turquia.

Apesar do uso predominante em cana-planta, o emprego de bioestimulantes na cana-soca tem crescido, uma tendência que se intensificará devido à estagnação da produtividade média da cultura ao longo dos anos. A cana-de-açúcar é uma cultura suscetível a impactos adversos decorrentes do tráfego intenso de maquinário, compactação do solo e ataques de pragas como nematoides, cigarrinhas e cupins. Os bioestimulantes à base de ácidos húmicos têm demonstrado eficácia em todos os ambientes de produção, especialmente nos solos menos férteis e sujeitos a restrições hídricas.

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Serciloto conclui que os bioestimulantes aplicados no sulco de plantio podem aumentar a produtividade em 8% a 10%, com efeitos positivos também em soqueiras de cana. Esses resultados demonstram que a adoção de bioestimulantes pode ser uma solução eficaz para impulsionar a produtividade e a longevidade dos canaviais, especialmente em um momento em que a produção de cana-de-açúcar busca novas estratégias para superar desafios e maximizar seu potencial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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