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O sucesso das exportações de frutas irrigadas no ano de 2023

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A região Nordeste se destaca nesse contexto, incluindo o estado da Bahia, que, durante 11 meses de 2023, exportou 170 mil toneladas, representando um crescimento de 44% em relação a 2022. Na região onde são cultivadas uvas, mangas, melões e diversas outras frutas, a prática de irrigação atinge a marca de 100%, sendo predominantemente realizada por meio do sistema de gotejamento. Essa tecnologia teve um impacto direto no recorde de produção e exportação, fornecendo aporte necessário de água, fertilizantes e produtos biológicos que não agridem o meio ambiente, sendo aplicados diretamente no sistema radicular da planta, com alta eficiência.

Com a implementação do sistema de irrigação, os produtores têm diversas opções em seu dia a dia no campo. Podem irrigar em diferentes momentos do dia ou da noite, aplicar fertilizantes separadamente por talhões ou em toda a área e realizar a aplicação de biológicos que auxiliam no enraizamento das plantas e no controle de pragas e doenças. Tudo isso é feito de forma automatizada, com informações armazenadas na nuvem, proporcionando um controle para certificações nos mercados mais exigentes do mundo.

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A irrigação localizada também possibilita um manejo adequado para cada cultivo e tipo de solo, especialmente em uma região semiárida. Segundo o meteorologista Humberto Barbosa, cientista fundador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), foram identificadas regiões áridas com clima desértico no Nordeste em 2023, alertando ainda mais para a utilização consciente da água na região.

Esse manejo é realizado com tensiômetros manuais e digitais, que informam em tempo real sobre a umidade do solo e a necessidade de irrigação. Percebe-se o nível de assertividade que o produtor consegue alcançar com ferramentas como essas, que impactam não apenas no consumo de água, mas também no uso de fertilizantes e energia.

Com a adoção dessas ferramentas, fazendas no Vale do São Francisco experimentaram um aumento significativo em sua produção, passando de 10 a 15 toneladas por safra no ano para 25 a 30 toneladas, realizando duas colheitas anuais. Essa prática não apenas otimizou o uso de água e fertilizantes, mas também desempenhou um papel crucial no êxito da fruticultura brasileira.

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Por Maxwell Soares da Silva, Especialista Agronômico da Netafim

Fonte: Netafim

Fonte: Portal do Agronegócio

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