Os índices acionários da China e de Hong Kong encerraram o pregão desta quarta-feira em queda, pressionados pela desaceleração no setor de serviços chinês e pela escalada das tensões comerciais com os Estados Unidos. O clima de incerteza afetou o apetite por risco dos investidores, levando a retrações nos principais indicadores da região.
O índice SSEC, da Bolsa de Xangai, caiu 0,42%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,54%. Destaque para as quedas no setor de bens de consumo básico (-0,67%) e no segmento imobiliário (-2,39%). Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve leve retração de 0,02%.
A desaceleração no setor de serviços da China ficou evidente no Índice de Gerentes de Compras (PMI) do Caixin/S&P Global, que caiu de 52,0 em outubro para 51,5 em novembro. O dado reflete uma menor expansão econômica em meio à perspectiva de aumento das tarifas norte-americanas, especialmente sob o novo governo de Donald Trump.
A situação foi agravada pela decisão de Pequim de proibir a exportação de minerais essenciais com aplicações militares, uma retaliação à recente repressão de Washington ao setor de chips da China. “Essa medida intensifica os temores de desacoplamento econômico, principalmente com o aumento das barreiras tarifárias dos EUA, o que pode impactar significativamente as cadeias globais de suprimentos, especialmente nos setores de semicondutores e tecnologia”, destacou Stephen Innes, diretor administrativo da SPI Asset Management.
Panorama dos mercados asiáticos
Outros mercados da Ásia tiveram desempenho misto:
- Tóquio (Nikkei): alta de 0,1%, aos 39.276 pontos.
- Seul (Kospi): queda de 1,44%, aos 2.464 pontos.
- Taiwan (Taiex): alta de 0,99%, aos 23.255 pontos.
- Cingapura (Straits Times): alta de 0,36%, aos 3.799 pontos.
- Sydney (S&P/ASX 200): recuo de 0,38%, aos 8.462 pontos.
O cenário atual reflete uma combinação de fatores econômicos e geopolíticos que seguem pressionando os mercados da região, destacando a volatilidade como característica predominante do momento.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio




























